Varicela na Gravidez e Imunização Passiva: Saber mais

Varicela na Gravidez

A varicela, também conhecida como catapora, é uma doença viral altamente contagiosa causada pelo vírus varicela-zoster. Embora seja mais comum em crianças, a varicela também pode afetar adultos, incluindo mulheres grávidas. A infecção pelo vírus da varicela durante a gravidez pode ser preocupante, pois pode levar a complicações tanto para a mãe quanto para o feto.

Uma das principais preocupações em relação à varicela na gravidez é o risco de malformações congênitas no feto. Se uma mulher grávida contrair varicela nos primeiros estágios da gestação, especialmente durante as primeiras 20 semanas, há um maior risco de o feto desenvolver anomalias, como defeitos do sistema nervoso central, problemas oculares e a síndrome da varicela congênita.

Além disso, a varicela na gravidez também pode aumentar o risco de complicações para a mãe. Mulheres grávidas têm maior probabilidade de desenvolver pneumonia varicelosa, que é uma complicação grave da varicela que pode levar à hospitalização e até mesmo à morte.

É importante ressaltar que a varicela na gravidez não é uma situação comum, pois a maioria das mulheres em idade fértil já foi exposta ao vírus e desenvolveu imunidade. No entanto, se uma mulher grávida não teve varicela anteriormente ou não foi vacinada, ela está em maior risco de contrair a doença.

Imunização Passiva

A imunização passiva é uma estratégia utilizada para proteger indivíduos contra doenças infecciosas, fornecendo anticorpos pré-formados. Esses anticorpos são obtidos de uma fonte externa, como o sangue ou o plasma de indivíduos que já foram expostos à doença ou foram vacinados.

No caso da varicela na gravidez, a imunização passiva pode ser uma opção para mulheres grávidas que não possuem imunidade contra o vírus. A imunoglobulina varicela-zoster (VZIG) é um produto derivado do plasma sanguíneo que contém anticorpos contra o vírus da varicela-zoster.

A administração da VZIG pode ajudar a prevenir ou reduzir a gravidade da varicela em mulheres grávidas que foram expostas ao vírus. No entanto, é importante ressaltar que a VZIG não é uma vacina e não confere imunidade duradoura. Ela fornece apenas uma proteção temporária contra a doença.

A decisão de administrar a imunoglobulina varicela-zoster em uma mulher grávida deve ser baseada em uma avaliação cuidadosa dos riscos e benefícios. O médico responsável pelo acompanhamento da gestação é quem irá determinar se a imunização passiva é indicada em cada caso específico.

Recomendações para a Prevenção da Varicela na Gravidez

Além da imunização passiva, existem outras medidas que podem ser adotadas para prevenir a varicela na gravidez. A vacinação é uma das principais estratégias de prevenção, especialmente para mulheres que não tiveram varicela anteriormente.

A vacina contra a varicela é segura e eficaz, e é recomendada para mulheres em idade fértil que não possuem imunidade contra o vírus. A vacinação deve ser realizada antes da gravidez, pois a vacina é contraindicada durante a gestação.

Além disso, é importante evitar o contato com pessoas infectadas durante a gravidez, especialmente se a mulher não tiver imunidade contra a varicela. Medidas de higiene, como lavar as mãos regularmente e evitar compartilhar objetos pessoais, também podem ajudar a reduzir o risco de infecção.

Conclusão

A varicela na gravidez é uma situação que requer atenção e cuidados especiais. Mulheres grávidas que não possuem imunidade contra o vírus da varicela-zoster estão em maior risco de complicações tanto para elas mesmas quanto para o feto. A imunização passiva, por meio da administração da imunoglobulina varicela-zoster, pode ser uma opção para prevenir ou reduzir a gravidade da doença. No entanto, a vacinação antes da gravidez é a estratégia mais recomendada para prevenir a varicela na gestação. É importante que as mulheres em idade fértil consultem seu médico para avaliar sua imunidade contra a varicela e receber as orientações adequadas para prevenção.